Assistimos, hoje em dia, a um aumento generalizado de notícias negativas sobre o estado do mundo. Para onde quer que nos viremos parece que tudo está errado, e isso traduz-se frequentemente numa visão pessimista do mundo e concomitante ansiedade social.
Sobrecarga de Informação
Para além dos meios tradicionais de produção e difusão de notícias, mais de metade dos adultos obtém o seu fluxo de notícias através das redes sociais, sendo um quinto dos adultos bombardeado constantemente por este fluxo ininterrupto de informação a todo o momento.
Mais ainda, a cobertura noticiosa e publicações nas redes sociais tendem a privilegiar as notícias mais negativas ou dramáticas, para aumentar o "clickbait". Se juntarmos a tudo isto também as conversas com amigos, familiares e outros, obtemos um cenário em que estamos constantemente a sofrer de "sobrecarga de informação mediática".
Ansiedade Mediática
De acordo com uma investigação da American Psychological Association, mais de metade das pessoas que consomem notícias diariamente indica que isso aumenta os seus níveis de stress. Esta pressão psicológica de consumo de notícias negativas não é uma realidade recente: Em 1923, uma mulher no Minesota divorciou-se do seu marido por argumentar que ele sofria de "radiomania", prestando mais atenção à rádio do que a ela própria.
No entanto, nos dias que correm parece cada vez mais pervasiva esta realidade. Os próprios meios de comunicação social alteraram-se em função disto: os fluxos noticiosos estão mais curtos, com "breaking news" a todo o momento, o que confere um caráter de urgência. As más notícias são, na verdade, relativamente raras, no entanto o medo e a sua promoção são bastante apetecíveis. O cérebro humano evoluiu para preferir más notícias (um viés de negatividade), já que isso aumentava a sua capacidade de sobrevivência, e isso faz com que o medo seja mais comerciável.
Gestão do Stress
Embora possa ser importante estar informado sobre o estado do mundo, convém regular esse consumo para não se sentir emocionalmente exausto. Se acha que o seu consumo de notícias está a interferir com o seu bem-estar ou com os seus relacionamentos, podem ser úteis algumas mudanças na forma como interage com as mesmas.
5 Formas de Lidar Com a Ansiedade Mediática:
Cortar com o fluxo noticioso: tentar reduzir o consumo de notícias de todas as fontes por um dia, ou mesmo uma semana. Por vezes, mesmo 15 minutos por dia a menos de consumo de notícias pode fazer a diferença.
Não conversar sobre notícias: solicitar a amigos e familiares que não sejam abordados tópicos relacionados com as notícias, preferindo abordar outros assuntos em sua vez.
Balancear o consumo: tentar procurar fontes de notícias positivas e reduzir as fontes de notícias negativas pode ter um efeito equilibrador, reduzindo o stress e ansiedade associado à sobrecarga de informação negativa.
Desligar as notificações do telemóvel: ou instituir uma política de tempo sem o telemóvel em casa ou com amigos.
Procurar ajuda: se sentir que não está a conseguir lidar com o impacto emocional das notícias, procurar o apoio de um profissional de saúde mental pode ser benéfico.
We are witnessing, today, a widespread increase in negative news about the state of the world. Wherever we turn it seems that everything is wrong, and this frequently translates into a pessimistic worldview and concomitant social anxiety.
Information Overload
Beyond traditional means of news production and distribution, more than half of adults get their news feed through social media, with one in five adults constantly bombarded by this uninterrupted stream of information at all times.
Furthermore, news coverage and social media posts tend to favour the most negative or dramatic stories, to increase "clickbait". If we add to all this the conversations with friends, family and others, we get a scenario in which we are constantly suffering from "media information overload".
Media Anxiety
According to research by the American Psychological Association, more than half of people who consume news daily report that it increases their stress levels. This psychological pressure from consuming negative news is not a recent reality: in 1923, a woman in Minnesota divorced her husband arguing that he suffered from "radio mania", paying more attention to the radio than to her.
However, nowadays this reality seems increasingly pervasive. The media themselves have changed in response to this: news feeds are shorter, with "breaking news" at every moment, which gives them a sense of urgency. Bad news is, in fact, relatively rare, yet fear and its promotion are quite appealing. The human brain evolved to prefer bad news (a negativity bias), as it increased its survival capacity, and this makes fear more marketable.
Stress Management
Although it may be important to stay informed about the state of the world, it is wise to regulate that consumption so as not to feel emotionally exhausted. If you feel that your news consumption is interfering with your well-being or your relationships, some changes in the way you interact with the news may be helpful.
5 Ways to Manage Media Anxiety:
Cut off from the news flow: try to reduce news consumption from all sources for a day, or even a week. Sometimes even 15 fewer minutes of news consumption per day can make a difference.
Avoid talking about the news: ask friends and family not to bring up news-related topics, preferring to discuss other subjects instead.
Balance your consumption: trying to seek out positive news sources and reducing negative news sources can have a balancing effect, reducing the stress and anxiety associated with negative information overload.
Turn off phone notifications: or establish a phone-free time policy at home or with friends.
Seek help: if you feel you are unable to cope with the emotional impact of the news, seeking support from a mental health professional may be beneficial.
Nous assistons, aujourd'hui, à une augmentation généralisée des nouvelles négatives sur l'état du monde. Où que nous regardions, il semble que tout va mal, et cela se traduit fréquemment par une vision pessimiste du monde et une anxiété sociale concomitante.
Surcharge d'information
Au-delà des moyens traditionnels de production et de diffusion des nouvelles, plus de la moitié des adultes obtiennent leur flux d'informations via les réseaux sociaux, un adulte sur cinq étant constamment bombardé par ce flux ininterrompu d'informations à tout moment.
De plus, la couverture médiatique et les publications sur les réseaux sociaux tendent à privilégier les nouvelles les plus négatives ou les plus dramatiques, pour augmenter le "clickbait". Si l'on ajoute à tout cela les conversations avec des amis, de la famille et d'autres personnes, on obtient un scénario dans lequel nous souffrons constamment d'une "surcharge d'information médiatique".
Anxiété médiatique
Selon une étude de l'American Psychological Association, plus de la moitié des personnes qui consomment des nouvelles quotidiennement indiquent que cela augmente leur niveau de stress. Cette pression psychologique liée à la consommation de nouvelles négatives n'est pas une réalité récente : en 1923, une femme du Minnesota a divorcé de son mari en arguant qu'il souffrait de "radiomania", accordant plus d'attention à la radio qu'à elle-même.
Cependant, de nos jours, cette réalité semble de plus en plus omniprésente. Les médias eux-mêmes se sont transformés en conséquence : les flux d'information sont plus courts, avec des "breaking news" à tout moment, ce qui leur confère un caractère d'urgence. Les mauvaises nouvelles sont, en réalité, relativement rares, mais la peur et sa promotion sont très appétissantes. Le cerveau humain a évolué pour préférer les mauvaises nouvelles (un biais de négativité), car cela augmentait sa capacité de survie, et cela rend la peur plus commercialisable.
Gestion du stress
Bien qu'il puisse être important de rester informé sur l'état du monde, il convient de réguler cette consommation pour ne pas se sentir émotionnellement épuisé. Si vous estimez que votre consommation d'informations interfère avec votre bien-être ou vos relations, quelques changements dans la façon dont vous interagissez avec les nouvelles peuvent être utiles.
5 façons de gérer l'anxiété médiatique :
Couper avec le flux d'informations : essayer de réduire la consommation de nouvelles de toutes les sources pendant une journée, voire une semaine. Parfois, même 15 minutes de moins de consommation d'informations par jour peuvent faire la différence.
Éviter de parler des nouvelles : demander à ses amis et à sa famille de ne pas aborder de sujets liés à l'actualité, en préférant parler d'autres choses à la place.
Équilibrer sa consommation : essayer de rechercher des sources d'informations positives et de réduire les sources d'informations négatives peut avoir un effet équilibrant, réduisant le stress et l'anxiété associés à la surcharge d'informations négatives.
Désactiver les notifications du téléphone : ou instaurer une politique de temps sans téléphone à la maison ou entre amis.
Chercher de l'aide : si vous sentez que vous n'arrivez pas à faire face à l'impact émotionnel des nouvelles, chercher le soutien d'un professionnel de la santé mentale peut être bénéfique.